Limite de Idade no Concurso PMERJ: O Que Muda com a Decisão do TJRJ
🗓 JULHO 2026 · ⏱ Leitura: 8 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Entenda o fim do limite de 32 anos para o concurso PMERJ após a decisão histórica de inconstitucionalidade pelo TJRJ. 📋 Índice do Artigo Resumo direto O que dizia a lei derrubada Por que a lei foi questionada: a ADI do Ministério Público Fevereiro de 2025: a liminar que já começou a mudar o jogo 6 de outubro de 2025: o julgamento de mérito O que isso significa na prática para quem estuda para o concurso PMERJ É definitivo? Pode mudar de novo? O que fazer enquanto isso Perguntas frequentes Fontes Atualizado em julho de 2026 Um dos pontos mais perguntados por quem estuda para o concurso PMERJ 2026 é simples: ainda existe limite de idade de 32 anos? A resposta exige entender uma decisão judicial que aconteceu em duas etapas — uma liminar em 2025 e um julgamento definitivo, também em 2025 — e que muda a forma como o próximo edital pode (ou não pode) tratar esse requisito. Este artigo explica o caso do início ao fim, com base nas decisões do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e nas coberturas especializadas sobre o tema. Resumo direto A Lei Estadual nº 9.546/2022, que fixava idade mínima de 18 e máxima de 32 anos para ingresso na PMERJ e no CBMERJ, foi declarada inconstitucional pelo Órgão Especial do TJRJ. Isso aconteceu em duas fases: uma liminar (medida cautelar) em 21 de fevereiro de 2025, e o julgamento de mérito, que confirmou a inconstitucionalidade, em 6 de outubro de 2025. No julgamento de mérito, o Tribunal decidiu que a nulidade da lei vale desde a sua origem, em 2022 (efeito ex tunc) — não apenas dali para frente. Na prática, isso significa que os próximos editais de PMERJ e CBMERJ não podem mais usar essa lei como base para impor o teto de 32 anos. O concurso do CBMERJ já testou essa mudança na prática: publicou edital em junho de 2025, ainda sob a liminar, sem exigir idade máxima. O requisito de idade que valerá no próximo edital do concurso PMERJ de Soldado e Oficial ainda depende do que a própria corporação decidir escrever no edital — a decisão judicial derruba a lei anterior, mas não impede que uma nova legislação, proposta corretamente pelo Poder Executivo, volte a fixar algum limite no futuro. O que dizia a lei derrubada A Lei Estadual nº 9.546/2022 alterou a Lei nº 9.494/2021 e passou a exigir que o ingresso na Polícia Militar (PMERJ) e no Corpo de Bombeiros Militar (CBMERJ) do Rio de Janeiro ocorresse apenas entre 18 e 32 anos completos. A norma também previa que a convocação de candidatos fora dessa faixa dependeria de parecer favorável da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) ou de decisão judicial autorizando o ato. O projeto foi apresentado pela deputada estadual Martha Rocha (PDT), com coautoria de outros 23 parlamentares, e sancionado pelo então governador Cláudio Castro — mesmo com parecer contrário da própria PGE, que já apontava problemas na origem da proposta. Por que a lei foi questionada: a ADI do Ministério Público O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei, alegando vício de iniciativa. O argumento central: regras sobre regime jurídico de servidores públicos e provimento de cargos — inclusive em carreiras militares estaduais — são matéria de iniciativa exclusiva do Poder Executivo, conforme a Constituição Estadual (art. 112, §1º, II, “b”). Como a lei nasceu de um projeto de parlamentares, e não do governador, ela teria um defeito de origem que nenhuma sanção posterior poderia corrigir. Esse não era um caso inédito: em 2019, o próprio TJRJ já havia declarado inconstitucional, pelo mesmo motivo, uma lei anterior (Lei nº 8.658/2019) que também fixava idade máxima para ingresso nas corporações militares estaduais. Fevereiro de 2025: a liminar que já começou a mudar o jogo Em 21 de fevereiro de 2025, o Órgão Especial do TJRJ, sob relatoria da desembargadora Renata Machado Cotta, deferiu uma medida cautelar (liminar) suspendendo os efeitos da Lei 9.546/2022. A decisão teve efeitos ex nunc — ou seja, valendo a partir daquele momento em diante, preservando os concursos já realizados sob a lei (como o concurso de Soldado da PMERJ de 2023/2024, que não foi afetado). Na prática, essa liminar já abriu caminho para que os concursos seguintes — mesmo antes do julgamento final — não precisassem mais aplicar o teto de 32 anos. Foi exatamente o que aconteceu com o concurso CBMERJ: o edital, publicado em junho de 2025 com 144 vagas para Soldado BM (especialidade Busca e Salvamento), não trouxe exigência de idade máxima, servindo como o primeiro teste prático da decisão. 6 de outubro de 2025: o julgamento de mérito Meses depois, o Órgão Especial do TJRJ julgou o mérito da ação. Por maioria de votos, os desembargadores confirmaram a inconstitucionalidade integral da Lei 9.546/2022, seguindo o voto da relatora Renata Machado Cotta. O ponto tecnicamente mais importante desse julgamento foi a discussão sobre o alcance dos efeitos da decisão: A Procuradoria-Geral do Estado (PGE), mesmo reconhecendo a inconstitucionalidade da lei, defendeu que os efeitos fossem aplicados apenas dali para frente (mantendo a lógica da liminar), para preservar a validade de concursos já realizados sob a norma. O desembargador Carlos Eduardo da Rosa da Fonseca Passos apresentou voto divergente nesse sentido, propondo que a inconstitucionalidade só valesse a partir da liminar de fevereiro de 2025. Essa proposta de modulação de efeitos não atingiu o quórum necessário — eram exigidos 17 votos favoráveis, e apenas 14 desembargadores votaram nesse sentido. Sem esse quórum, prevaleceu a posição padrão em ações desse tipo: a declaração de inconstitucionalidade vale desde a origem da lei, em 2022 (efeito ex tunc), tornando nulos os seus efeitos desde o início — embora, na prática, os concursos já homologados sob a lei não sejam desfeitos retroativamente, já que a própria liminar de fevereiro
Concurso PMERJ Soldado x Oficial: Diferenças de Requisitos, Salário e Etapas
🗓 JULHO 2026 · ⏱ Leitura: 5 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Entenda detalhadamente as diferenças de requisitos, salários e etapas entre os cargos de Soldado e Oficial no concurso PMERJ. 📋 Índice do Artigo Visão geral rápida Requisitos de escolaridade e formação Requisitos de idade, altura e outros critérios Etapas do concurso: mesma estrutura, provas diferentes Salário e progressão de carreira O que muda no dia a dia da corporação Qual concurso escolher? Perguntas frequentes Fontes O concurso PMERJ 2026 vai abrir duas portas de entrada bem diferentes para a corporação: Soldado e Oficial. Apesar de levarem o mesmo nome de concurso e seguirem, em linhas gerais, a mesma sequência de nove etapas, são carreiras com pré-requisitos, provas e trajetórias completamente distintas. Entender essa diferença logo no início evita o erro mais comum de quem começa a estudar sem saber exatamente qual vaga está disputando. Visão geral rápida Soldado PM Oficial (CFO) Escolaridade exigida Ensino médio completo Nível superior — bacharel em Direito Vagas previstas 2026 2.000 100 Duração do curso de formação 12 meses (CFSd) 3 anos / 4.677h (CFO) Salário durante a formação R$ 2.956,41 R$ 4.127,16 Salário inicial após formatura R$ 5.233,88 (Soldado) R$ 9.313,27 (Aspirante) → R$ 10.348,18 (2º Tenente) Questões na prova objetiva 50, com 4 alternativas 80, com 5 alternativas Prova discursiva Redação (texto dissertativo) 4 questões dissertativas de Direito Função na corporação Execução — policiamento ostensivo direto Comando — liderança de tropa e gestão operacional Requisitos de escolaridade e formação A diferença mais óbvia entre as duas carreiras está na exigência de formação: Soldado: exige apenas ensino médio completo. É a porta de entrada mais acessível da corporação, e por isso também a mais concorrida — foram mais de 119 mil inscritos no último edital, contra pouco mais de 9 mil no concurso de Oficial. Oficial (CFO): exige diploma de bacharel em Direito, já concluído no momento da inscrição. Não basta estar cursando — a formação jurídica precisa estar pronta antes de disputar a vaga. Essa exigência muda completamente o perfil de quem compete: o concurso de Soldado tende a atrair um público mais amplo e diverso, enquanto o de Oficial é restrito a quem já investiu anos em uma graduação específica. Requisitos de idade, altura e outros critérios Os dois concursos, historicamente, seguiram os mesmos parâmetros: Idade mínima de 18 anos completos e máxima de 32 anos até o primeiro dia do período de inscrição Altura mínima de 1,65 m para candidatos do sexo masculino e 1,60 m para o sexo feminino Ponto de atenção: o limite de 32 anos não tem mais base legal válida — a lei que o previa (Lei 9.546/2022) foi declarada inconstitucional pelo TJRJ, em decisão definitiva no âmbito estadual, com efeitos retroativos a 2022. Isso vale tanto para Soldado quanto para Oficial. Ainda assim, o requisito real só será confirmado no texto de cada edital. Para Soldado, soma-se ainda a exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em qualquer categoria exceto somente a categoria A. Esse requisito não aparece nas informações divulgadas para o concurso de Oficial. Etapas do concurso: mesma estrutura, provas diferentes Os dois concursos seguem, formalmente, a mesma sequência de nove etapas eliminatórias (e, nas duas primeiras, também classificatórias): Prova objetiva Prova discursiva Preenchimento da FIC (Ficha de Informações Confidenciais) e verificação de requisitos Exame antropométrico Teste de Aptidão Física (TAF) Exame psicológico Exame de saúde Exame social e toxicológico Avaliação documental A diferença real está no conteúdo e no peso das duas primeiras etapas. Prova objetiva Soldado: 50 questões de múltipla escolha, com 4 alternativas cada, cobrindo Língua Portuguesa, Matemática Básica, Noções de Direitos Humanos, Noções de Direito Penal e Processual Penal e Legislação aplicada à PMERJ. Oficial: 80 questões de múltipla escolha, com 5 alternativas cada, cobrindo um bloco de disciplinas jurídicas mais amplo — Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direitos Humanos (com 10 itens só nessa última disciplina, no último edital). Para ser aprovado, é preciso atingir a pontuação mínima e não zerar em nenhuma disciplina — exatamente a mesma lógica do concurso de Soldado, mas com um nível de exigência técnico-jurídica muito maior. Prova discursiva Soldado: uma redação, com texto dissertativo de 25 a 30 linhas, em formulário específico. Oficial: quatro questões dissertativas de até 30 linhas cada, também sobre Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Penal e Processual Penal, com aprovação condicionada a acertar pelo menos 50% de cada questão. Ou seja: enquanto o candidato a Soldado precisa demonstrar domínio de língua portuguesa e capacidade de argumentação em um único texto, o candidato a Oficial é avaliado, na prática, como se estivesse fazendo uma segunda prova de Direito — só que em formato dissertativo. Demais etapas Do exame antropométrico até a avaliação documental, as etapas seguem o mesmo formato para os dois cargos, sob responsabilidade da própria SEPM (Secretaria de Estado de Polícia Militar). O TAF, por exemplo, usa os mesmos tipos de exercício (abdominal, barra fixa e corrida de 2.400 m) nos dois concursos, com padrões de desempenho definidos por edital. Salário e progressão de carreira A diferença salarial acompanha a diferença de responsabilidade e de exigência de formação: Soldado PM Aluno-soldado (durante os 12 meses de CFSd): R$ 2.956,41 Soldado, após a formatura: R$ 5.233,88 Oficial (QOPM) Aluno-oficial (durante os 3 anos de CFO): R$ 4.127,16 Aspirante a Oficial, ao final do curso: R$ 9.313,27 2º Tenente PM: R$ 10.348,18 Além do soldo-base, os dois cargos contam com gratificações de habilitação profissional, regime especial de trabalho e risco de atividade — e o Soldado se beneficia ainda do auxílio-alimentação reajustado em 166% (para quem atua em unidades sem rancho) e do Regime Adicional de Serviço (RAS), que permite reforçar a renda em turnos extras nas folgas. A trajetória também muda: o Soldado ingressa como praça e pode progredir dentro da carreira de praças; o Oficial já ingressa em um quadro de comando (QOPM), com progressão de postos que, ao longo dos anos, pode levar
Concurso PMERJ Soldado 2026: o Que Já Foi Confirmado (Atualizado)
🗓 JUNHO 2026 · ⏱ Leitura: 3 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Você vai descobrir todas as informações confirmadas sobre o concurso PMERJ Soldado 2026, incluindo vagas, salários, prazos e estratégias de estudo. 📋 Índice do Artigo O que já está confirmado sobre o Concurso PMERJ Soldado 2026 Linha do tempo: como chegamos até aqui O que ainda não foi definido Por que começar a estudar agora, mesmo sem edital Perguntas frequentes sobre o Concurso PMERJ Soldado 2026 Sugestões de links internos úteis Se você está acompanhando a expectativa pelo novo concurso da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, a notícia direta é esta: o edital ainda não saiu, mas o concurso já está confirmado. Reunimos abaixo tudo o que já é oficial até o momento — vagas, salário, prazos e o que ainda falta ser decidido — para você não perder tempo nem cair em informação desencontrada. O que já está confirmado sobre o Concurso PMERJ Soldado 2026 Com base nas declarações mais recentes do governo do Rio de Janeiro e da própria corporação, alguns pontos já podem ser considerados certos: Vagas: a previsão oficial é de 2.000 vagas para o cargo de Soldado, com possibilidade real de ampliação — assim como ocorreu no edital anterior, que começou com 2.000 vagas e foi ampliado para 4.000. Ingresso: a expectativa é de que o ingresso dos aprovados (após o Curso de Formação) ocorra a partir de 2027. Previsão do edital: o governo indica o segundo semestre de 2026 para a publicação oficial, mas — atenção — essa data ainda não foi confirmada em Diário Oficial. O que falta: falta a definição da banca organizadora, que é a etapa que o próprio governador apontou como o passo seguinte antes de qualquer cronograma ser divulgado. Reajuste recente: o auxílio-alimentação da PMERJ já foi reajustado em cerca de 160%, saindo de R$ 162,00 para R$ 433,00 mensais — um sinal de que a carreira está sendo valorizada mesmo antes do novo edital. Linha do tempo: como chegamos até aqui Para entender o cenário atual, vale olhar a trajetória recente do concurso: 2023/2024 — Último concurso para Soldado PMERJ, com 2.000 vagas inicialmente e cerca de 119 mil candidatos inscritos. A organização teve uma troca de banca no meio do processo, finalizada pela FGV. 2025 — O governo autoriza a ampliação das vagas desse mesmo concurso, chegando a 4.000 vagas para o cargo de Soldado. 2026 (primeiro semestre) — O governador confirma publicamente, em mais de uma ocasião, que haverá novo concurso ainda este ano, reforçando a intenção de realizar seleções a cada dois anos. Agora — O processo está em tramitação interna na corporação, aguardando a contratação da banca organizadora para que o cronograma oficial seja definido. 📖 Leia também: Limite de Idade no Concurso PMERJ 2026: o que mudou… Exame Psicológico e Médico PMERJ 2026: Guia Completo… TAF PMERJ 2026: Como Passar no Teste de Aptidão Física Investigação Social PMERJ: o que é verificado… As 9 Etapas do Concurso da PMERJ: Tudo Que Você Precisa Saber O que ainda não foi definido É importante ser direto aqui, porque tem muita notícia confusa circulando: ainda não existe edital publicado, data de prova marcada, nem banca organizadora escolhida. O que existe são declarações oficiais do governador e da corporação confirmando a intenção e os números esperados — o que já é, de fato, bastante incomum nesse estágio e mostra que o concurso está mais perto do que longe. Isso muda a forma como você deve se preparar: não dá pra esperar o edital sair para começar a estudar. Quando a banca for definida e a data marcada, o prazo até a prova costuma ser curto — geralmente alguns meses — e quem já tem uma base construída sai na frente de quem está começando do zero. 🔥 Enquanto o edital não sai, essa é a hora de sair na frente O Projeto PMERJ está com uma condição especial de lançamento: acesso completo ao método (vídeos, apostilas, simulados e Grupo VIP) até a próxima prova de Soldado PMERJ — mesmo que a data ainda não tenha sido marcada — por R$ 297. Vagas limitadas, e o valor sobe quando a banca divulgar a data oficial. Garantir Acesso por R$ 297 → Por que começar a estudar agora, mesmo sem edital O último concurso PMERJ teve cerca de 119 mil inscritos — e quase metade não compareceu à prova. Esse dado não é só uma curiosidade: ele mostra que a concorrência real, entre quem estuda de verdade, é bem menor do que o número de inscritos sugere. Quem usa o tempo de espera do edital para construir base sólida em Português, Matemática e Legislação chega na prova num patamar completamente diferente de quem só começa a estudar depois da publicação. Some a isso o fato de que o cargo de Soldado PMERJ oferece estabilidade, salário inicial de R$ 5.233,88 e plano de carreira com adicionais — e fica claro por que esperar o edital sair custa mais caro do que parece. Perguntas frequentes sobre o Concurso PMERJ Soldado 2026 Quando sai o edital do concurso PMERJ Soldado 2026? Ainda não há data oficial. O governo indica o segundo semestre de 2026, mas a publicação depende da contratação da banca organizadora, que ainda não foi definida. Quantas vagas serão oferecidas para Soldado? A previsão inicial é de 2.000 vagas, com possibilidade de ampliação — o que já ocorreu no concurso anterior, que chegou a 4.000 vagas. Qual é o salário do Soldado PMERJ? O subsídio inicial, já formado, é de R$ 5.233,88. Durante o Curso de Formação, o aluno-soldado recebe remuneração inicial menor, que aumenta conforme avança na carreira. Qual banca vai organizar o concurso? Ainda não foi definida. Essa é, segundo o próprio governo, a etapa que falta para o cronograma oficial ser anunciado. Vale a pena estudar antes do edital sair? Sim. Historicamente, o intervalo entre a publicação do edital e a data da prova é
Matemática para o concurso PMERJ: o que estudar e como não zerar
🗓 MAIO 2026 · ⏱ Leitura: 6 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Aprenda quais são os tópicos de matemática mais recorrentes da FGV para a PMERJ e como garantir a pontuação mínima para não ser eliminado. 📋 Índice do Artigo O que a regra do zero significa na prática A estrutura da prova de Matemática O que mais cai: hierarquia real dos tópicos Tópico por tópico: o que estudar em cada um Como a FGV elabora as questões Estratégia de estudo por nível de base Como usar as questões anteriores da FGV O que não estudar (ou deixar para depois) Resumo: o plano de ataque por prioridade Uma observação importante sobre o próximo edital Fontes Atualizado em maio de 2026 | Baseado no edital FGV 2024 e no histórico real de questões da banca Matemática é a disciplina que mais divide candidatos no concurso da PMERJ. Para quem tem afinidade com números, são 10 questões relativamente fáceis de resolver. Para quem trava na matéria, é a ameaça mais concreta de zeramento — o que elimina o candidato do certame independentemente de como foi seu desempenho nas outras disciplinas. Este artigo mostra exatamente o que cai, em que proporção, e como organizar o estudo para garantir a nota mínima — e ir além dela. O que a regra do zero significa na prática Antes de falar em conteúdo, é essencial entender a mecânica da eliminação. No último concurso PMERJ, organizado pela FGV em 2024, a prova objetiva tinha 50 questões divididas em 5 disciplinas, com 10 questões cada. Para ser aprovado, o candidato precisava obter no mínimo 60% do total de pontos da prova — ou seja, 60 pontos de 100 — e, simultaneamente, não zerar nenhuma das disciplinas. Isso significa que zerar Matemática elimina o candidato mesmo que ele acerte 100% de todas as outras matérias. Não há compensação possível. Uma nota zero em qualquer disciplina encerra a participação no concurso. Na prática, o objetivo mínimo em Matemática é acertar pelo menos 1 questão das 10. Mas acertar apenas 1 mantém o candidato vivo sem contribuir para a classificação. Quem quer competir por uma vaga dentro do grupo principal — e não depender da convocação de excedentes — precisa mirar em pelo menos 6 a 7 acertos. A estrutura da prova de Matemática A disciplina consta no edital como Matemática Básica, com 10 questões de múltipla escolha, valendo 2 pontos cada — total de 20 pontos possíveis nessa disciplina. O nome “básica” é preciso: a prova não cobra cálculo, álgebra avançada ou trigonometria complexa. O conteúdo está no nível do ensino médio, com foco em aplicação prática e raciocínio lógico-matemático. O que mais cai: hierarquia real dos tópicos Com base no histórico de questões da FGV em concursos para área policial e forças armadas — um banco de 268 questões analisadas — esta é a distribuição de frequência por tópico: Tópico Frequência % acumulada Números naturais 12% 12% Porcentagem 10% 22% Probabilidade 10% 32% Geometria plana 9% 41% Equações 8% 49% Números racionais 7% 56% Unidades de medida 5% 62% Equivalências lógicas 5% 66% Sequências 4% 71% Conjuntos 4% 75% Lógica de argumentação 4% 79% Proporcionalidade 3% 86% Os 9 primeiros tópicos cobrem 71% de todas as questões históricas. É neles que a preparação deve se concentrar. Tópico por tópico: o que estudar em cada um 1. Números naturais (12% das questões) O tópico mais cobrado da FGV em provas policiais. Envolve operações básicas, divisibilidade, múltiplos, mínimo múltiplo comum (MMC), máximo divisor comum (MDC) e propriedades dos números inteiros. O que dominar: Critérios de divisibilidade (por 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11) Cálculo de MMC e MDC Problemas de distribuição e agrupamento Tipo de questão típica: “Qual é o menor número divisível por 4, 6 e 9 ao mesmo tempo?” — resolve-se pelo MMC. 2. Porcentagem (10%) Talvez o tópico com mais aplicação prática do dia a dia, o que faz a FGV utilizá-lo com frequência. Envolve cálculo de percentuais, aumentos, descontos e variações percentuais. O que dominar: Conversão entre fração, decimal e porcentagem Cálculo de aumento percentual: valor final = valor inicial × (1 + taxa) Cálculo de desconto: valor final = valor inicial × (1 − taxa) Variação percentual encadeada (aumento seguido de desconto ou vice-versa) Erro clássico: candidatos somam porcentagens de forma direta — um aumento de 10% seguido de desconto de 10% não volta ao valor original. A FGV explora isso. 3. Probabilidade (10%) Junto com porcentagem, probabilidade é um dos pontos de maior dificuldade para candidatos sem base matemática recente. A FGV cobra probabilidade simples — sem combinatória avançada. O que dominar: Definição de probabilidade: P(A) = casos favoráveis / casos possíveis Eventos mutuamente exclusivos Probabilidade de eventos independentes (multiplicação) Complementar: P(não A) = 1 − P(A) Dica: o uso do complementar é a técnica mais eficiente em muitas questões de probabilidade. Em vez de calcular todos os casos favoráveis, calcula-se o que não é favorável e subtrai de 1. 4. Geometria plana (9%) Áreas e perímetros de figuras planas básicas são cobrados com regularidade. A FGV raramente cobra fórmulas exóticas — o foco é em triângulos, retângulos, quadrados e círculos. O que dominar: Área e perímetro de retângulo, quadrado, triângulo e círculo Teorema de Pitágoras e suas aplicações Semelhança de triângulos Razão entre áreas de figuras semelhantes Fórmulas essenciais: Área do retângulo: base × altura Área do triângulo: (base × altura) / 2 Área do círculo: π × r² Teorema de Pitágoras: a² = b² + c² 5. Equações (8%) Equações de 1º e 2º grau aparecem tanto diretamente quanto embutidas em problemas de texto. É comum a FGV apresentar um enunciado verbal que exige a montagem e resolução de uma equação. O que dominar: Resolução de equações de 1º grau Fórmula de Bhaskara para equações de 2º grau Sistemas de equações com duas variáveis Interpretação de enunciados para montar a equação correta Ponto de atenção: a dificuldade raramente está na resolução algébrica — está
Redação PMERJ: como é cobrada, critérios de avaliação e como se preparar
🗓 MAIO 2026 · ⏱ Leitura: 5 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Você vai entender os critérios de correção da FGV, o formato exigido pelo edital e como estruturar sua redação para garantir a aprovação na PMERJ. 📋 Índice do Artigo O que é a prova discursiva da PMERJ? Formato da prova: o que o edital determina Os três critérios de avaliação (direto do edital) Qual foi o tema cobrado na última prova? Como estruturar o texto dissertativo-argumentativo Erros mais comuns que derrubam candidatos na redação Temas com maior probabilidade de cair no próximo concurso Como treinar a redação na prática O que a nota mínima significa para sua classificação Resumo: o que você precisa saber A redação é a etapa que mais elimina candidatos bem preparados na prova objetiva. Não porque seja impossível — mas porque a maioria chega sem saber exatamente o que a banca quer ver. Neste artigo você vai entender como a prova funciona na prática, o que é avaliado em cada critério e como se preparar de forma objetiva. O que é a prova discursiva da PMERJ? A redação do concurso PMERJ faz parte do chamado Exame Intelectual, que é composto por duas etapas: Prova Escrita Objetiva (múltipla escolha) Prova Escrita Discursiva — a redação As duas etapas têm caráter eliminatório e classificatório. Isso significa que reprovar na redação te elimina do concurso, independente de quantos pontos você fez na objetiva. Atenção: a redação só é corrigida se você atingir a nota mínima na prova objetiva. No último concurso (FGV 2024), o mínimo exigido foi 60% do total de pontos da prova objetiva, sem zerar nenhuma disciplina. Formato da prova: o que o edital determina Com base no edital do último concurso (FGV 2024), estas são as regras da prova discursiva: Tipo de texto: dissertativo-argumentativo Extensão: entre 25 e 30 linhas — nem mais, nem menos Suporte: folha de resposta personalizada fornecida pelo fiscal Pontuação: escala de 0 a 100 Nota mínima para aprovação: 50 pontos Eliminação automática: texto fora do tema proposto, fora da tipologia solicitada ou absolutamente ilegível recebe nota zero A extensão é um ponto que gera dúvidas. Escrever menos de 25 linhas prejudica sua nota. Escrever mais de 30 também pode comprometer a avaliação. Treinar com a folha de resposta no formato correto — ou simulando o número de linhas — é parte essencial da preparação. Os três critérios de avaliação (direto do edital) A correção da redação considera três aspectos. Cada um avalia uma dimensão diferente do seu texto: 1. Aspecto Formal Avalia o domínio da norma culta da língua portuguesa no registro formal. Os principais itens verificados são: Ortografia Pontuação Concordância verbal e nominal Regência verbal e nominal Uso adequado de pronomes Emprego correto de tempos e modos verbais Na prática: erros de ortografia ou concordância que passam despercebidos numa conversa informal pesam muito aqui. O examinador espera um texto escrito como se fosse um documento oficial. 2. Aspecto Textual Avalia a coesão e a estrutura do texto. Os itens considerados são: Respeito à tipologia textual solicitada (dissertativo-argumentativo) Paragrafação adequada Uso correto de conectivos (portanto, entretanto, além disso, visto que etc.) Elementos anafóricos (pronomes e expressões que retomam ideias já ditas) Observância da estrutura sintático-semântica dos períodos Na prática: um texto sem conectivos parece uma lista de ideias soltas, sem fio condutor. O examinador precisa conseguir acompanhar o raciocínio sem esforço. 3. Aspecto Técnico É o critério mais ligado ao conteúdo e à argumentação. Avalia: Atendimento à proposta temática Seleção e organização de argumentos consistentes que fundamentem a tese Progressão temática coerente Propriedade vocabular Clareza Apropriação produtiva e autoral do tema Na prática: não basta falar do tema de forma genérica. O examinador quer ver que você entendeu o problema, tomou uma posição (tese) e a sustentou com argumentos lógicos e bem encadeados. Qual foi o tema cobrado na última prova? No concurso PMERJ 2024 (organizado pela FGV, aplicado em julho de 2024), o tema da redação foi: “Vantagens e desvantagens do uso de câmera de segurança nos coletes” O tema é diretamente ligado à atividade policial — o que já sinaliza um padrão importante: a banca tende a cobrar temas relacionados à segurança pública, ética policial e questões sociais com interface na atuação da PMERJ. Como estruturar o texto dissertativo-argumentativo O texto dissertativo-argumentativo tem uma estrutura clara, e dominá-la é metade do caminho para a aprovação. Introdução (3 a 5 linhas) Apresente o tema e enuncie sua tese — a ideia central que você vai defender ao longo do texto. Evite começar com “Sabe-se que…” ou “É notório que…”. Prefira uma contextualização direta do problema. Exemplo de abertura para o tema câmeras nos coletes: “A adoção de câmeras corporais por policiais militares tem sido debatida em diversos países como forma de aumentar a transparência e a accountability das forças de segurança. No Brasil, a medida representa avanço significativo, mas sua implementação levanta questões sobre privacidade, logística e efetividade operacional.” Desenvolvimento (15 a 20 linhas, divididas em 2 parágrafos) Cada parágrafo trata de um argumento específico. Use conectivos para ligar as ideias e sempre explique o argumento — não apenas afirme. Estrutura de cada parágrafo de desenvolvimento: Tópico frasal (a ideia principal do parágrafo) Desenvolvimento e evidência Conclusão parcial ou ligação com o próximo parágrafo Conclusão (4 a 5 linhas) Retome a tese sem simplesmente repeti-la. Sintetize os argumentos e, se cabível, apresente uma proposta ou encaminhamento para o problema. Erros mais comuns que derrubam candidatos na redação Com base nos critérios do edital, estes são os deslizes mais frequentes: No aspecto formal: Uso de linguagem informal (“aí”, “tipo”, “a gente” no sentido de “nós”) Erros de acentuação (confundir “porque”, “por que”, “porquê”, “por quê”) Vírgulas antes de “que” em orações que não pedem separação No aspecto textual: Parágrafos longos sem divisão clara de ideias Ausência de conectivos — o texto fica “telegráfico” Repetição excessiva de palavras (falta de repertório vocabular) No aspecto técnico: Fugir do tema ou tratar só um dos
As 9 Etapas do Concurso da PMERJ: Tudo Que Você Precisa Saber
🗓 Maio 2026 · ⏱ Leitura: 5 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Você entenderá detalhadamente cada uma das nove fases eliminatórias do concurso para soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro. 📋 Índice do Artigo O Concurso em Números 1ª Etapa: Prova Escrita Objetiva 2ª Etapa: Prova Escrita Discursiva (Redação) 3ª Etapa: Preenchimento da FIC e Verificação de Requisitos 4ª Etapa: Exame Antropométrico 5ª Etapa: Teste de Aptidão Física (TAF) 6ª Etapa: Exame Psicológico 7ª Etapa: Exame de Saúde 8ª Etapa: Exame Social e Toxicológico 9ª Etapa: Avaliação Documental O Que Esperar no Próximo Edital da PMERJ A Farda Não É Para Quem Começa Tarde O concurso público para Soldado do Quadro Policial Militar da PMERJ (QPMP-0) é um dos processos seletivos mais disputados do Rio de Janeiro. Em 2023, foram ofertadas 2.000 vagas — e para chegar até a farda, o candidato precisou passar por 9 etapas distintas, cada uma com suas próprias regras, armadilhas e exigências. Este artigo destrincha cada fase do certame com base no Edital de Abertura nº 001/2023, organizado pela SEPM em parceria com a FGV. Se você quer entrar preparado — seja para o próximo edital ou para entender o que o processo exige —, este é o guia certo. O Concurso em Números Antes de entrar em cada fase, vale entender a escala do processo: Item Dado Vagas totais 2.000 (1.800 masculino / 200 feminino) Vagas para ampla concorrência (NC) 1.400 Vagas para negros e indígenas (NI) 400 (20% do total) Vagas para hipossuficientes econômicos (HE) 200 (10% do total) Organizadora FGV (provas escritas) + SEPM/DRSP (demais etapas) Número de etapas 9 etapas eliminatórias Taxa de inscrição R$ 100,00 Validade do concurso 2 anos (prorrogável por mais 2) Remuneração inicial (Soldado) R$ 5.233,88 A nota final para classificação após as provas escritas é calculada pela fórmula: NF = (PPO × 0,8) + (PPD × 0,2) — a prova objetiva pesa 80% e a redação, 20%. Para avançar para a 3ª etapa, o candidato precisava estar entre os primeiros colocados conforme a lista a que pertence: Ampla concorrência (NC): até a 2.800ª colocação Negros e indígenas (NI): até a 800ª colocação Hipossuficientes (HE): até a 400ª colocação 1ª Etapa: Prova Escrita Objetiva A prova objetiva é a porta de entrada — e a fase que elimina a maioria dos candidatos. Composta por 50 questões de múltipla escolha com 5 alternativas cada, distribuídas em 5 disciplinas, com duração total de 4 horas no turno vespertino. Disciplina Questões Pontuação Máxima Língua Portuguesa 10 20 pontos Matemática Básica 10 20 pontos Noções de Direitos Humanos 10 20 pontos Direito Administrativo e Legislação PMERJ 10 20 pontos Direito Penal e Processual Penal 10 20 pontos Total 50 100 pontos Critério de aprovação: o candidato precisa atingir, simultaneamente, no mínimo 60% do total (60 pontos) E não zerar em nenhuma disciplina individualmente. O que a banca FGV realmente cobra? A FGV tem estilo próprio: prefere questões contextualizadas, textos de apoio longos em Português e situações-problema em Matemática. Na parte jurídica, cobra interpretação de lei mais do que decoreba pura. Quem treina apenas com teoria sem resolver questões da banca tende a se surpreender negativamente na prova real. Não zerar em nenhuma disciplina é tão importante quanto atingir os 60% globais. Candidatos que desprezam Matemática ou Direitos Humanos caem nessa armadilha com frequência. Como se preparar para a objetiva Resolva provas anteriores da FGV para concursos policiais militares Nunca deixe uma disciplina de fora — o zero eliminatório em qualquer área é uma armadilha comum Matemática básica exige constância: pratique diariamente, mesmo que por pouco tempo Em Direito, foque em leitura da lei seca com interpretação; não apenas em resumos Legislação específica da PMERJ (Estatuto dos PM, Constituição Estadual) costuma ter questões diretas 2ª Etapa: Prova Escrita Discursiva (Redação) Realizada em dia separado da objetiva, com 3 horas de duração. O candidato deve produzir um texto dissertativo-argumentativo de 25 a 30 linhas sobre um tema proposto no caderno de questões. A nota vai de 0 a 100 pontos. A nota mínima para aprovação é 50 pontos. Todos os candidatos que realizaram a prova têm a redação corrigida. Critério O que avalia Pontos Aspecto Formal Ortografia, pontuação, concordância, regência, pronomes, verbos 30 Aspecto Textual Paragrafação, coesão, conectivos, estrutura sintática 30 Aspecto Técnico Aderência ao tema, argumentação, progressão, vocabulário 40 Atenção: erros que anulam a redação automaticamente Qualquer identificação na folha de respostas (assinatura, rubrica, marcas fora do lugar), redação fora do tema, texto absolutamente ilegível ou extrapolação do limite de linhas resultam em nota zero automática. A redação pesa 20% na nota final, mas é uma etapa eliminatória por si mesma. Um candidato que vai bem na objetiva e tira menos de 50 na redação está eliminado — o que ocorreu com um número expressivo de candidatos no último certame. 3ª Etapa: Preenchimento da FIC e Verificação de Requisitos Somente os candidatos aprovados e classificados dentro das primeiras colocações são convocados presencialmente para esta etapa, realizada na sede da DRSP. Aqui começa o processo de investigação aprofundada. O candidato preenche o FIC (Formulário de Informações Confidenciais) — um documento detalhado sobre toda sua vida pregressa: trabalhos anteriores, familiares, histórico escolar, ocorrências policiais — e entrega uma série de documentos para conferência dos requisitos básicos. CNH: o requisito que pegou muita gente A Carteira Nacional de Habilitação — exceto categoria A exclusiva — é obrigatória para ingresso. No último edital, candidatos sem CNH podiam apresentar comprovante de habilitação em andamento no DETRAN, mas precisavam apresentar a CNH definitiva na 9ª etapa. Quem não se planejou ficou de fora na reta final. 4ª Etapa: Exame Antropométrico Realizado pelo CEFD (Centro de Educação Física e Desportos), o exame mede peso e altura para calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). O candidato precisa atender aos dois critérios simultaneamente. Critério Masculino Feminino Altura mínima 1,65 m 1,60 m IMC aprovado 18,5 a 29,9 18,5 a 29,9 IMC abaixo de 18,5 (baixo peso) ou acima de 30 (obesidade
Exame Psicológico e Médico PMERJ 2026: Guia Completo das Etapas Mais Temidas
Introdução As 6ª e 7ª Etapas do concurso da PMERJ — Exame Psicológico e Exame Médico — são historicamente as que mais eliminam candidatos aprovados nas fases anteriores. Juntas, essas avaliações verificam se você possui saúde mental e física compatíveis com a carreira policial militar. Neste guia completo, você vai entender: ✅ Como funcionam ambos os exames ✅ O que é avaliado em cada etapa ✅ Principais causas de reprovação ✅ Seus direitos: entrevista devolutiva e recursos ✅ Checklist completo de preparação ✅ Diferenças esperadas para o edital 2026 ⚠️ IMPORTANTE: Este artigo se baseia no Edital 001/2023. O novo edital para 2026 pode trazer alterações. Acompanhe sempre as publicações oficiais em sepm.rj.gov.br. PARTE 1: EXAME PSICOLÓGICO (6ª ETAPA) 1. Como Funciona o Exame Psicológico? O Exame Psicológico é eliminatório e busca identificar se o candidato possui características psicológicas compatíveis com a atividade policial militar. Características avaliadas: ✅ Capacidade de raciocínio e solução de problemas ✅ Controle emocional e resiliência ✅ Capacidade de liderança e trabalho em equipe ✅ Adaptabilidade e flexibilidade ✅ Estabilidade emocional ✅ Controle da impulsividade ✅ Conformidade social e empatia 2. Quais Testes São Aplicados? A PMERJ utiliza testes validados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Os instrumentos variam, mas geralmente incluem: Testes de Personalidade: Avaliação de traços como agressividade, impulsividade, sociabilidade Identificação de características restritivas (instabilidade emocional exacerbada) Testes de Aptidão Cognitiva: Raciocínio lógico Atenção concentrada Memória Capacidade de resolução de problemas Testes Projetivos: Análise de aspectos inconscientes da personalidade Avaliação de mecanismos de defesa 📝 Formato: Aplicação coletiva e/ou individual, podendo ser realizada em um ou mais dias. 3. O Que Causa Inaptidão no Psicológico? Você será considerado INAPTO se apresentar: ❌ Agressividade inadequada ou descontrolada ❌ Instabilidade emocional exacerbada ❌ Impulsividade incompatível com a função ❌ Níveis insuficientes de raciocínio ou atenção ❌ Características que comprometam o trabalho em equipe ❌ Dificuldade de adaptação a regras e hierarquia ❌ Sinais de transtornos psicológicos não tratados ⚠️ IMPORTANTE: A inaptidão NÃO significa que você tenha transtorno mental. Indica apenas que seu perfil psicológico não se adequa às exigências específicas da PMERJ naquele momento. 4. Como Se Preparar para o Exame Psicológico? ❌ O Que NÃO Fazer: Tentar “burlar” os testes com respostas falsas Dormir mal na noite anterior Consumir álcool 24h antes Ir sem alimentação adequada ✅ O Que Fazer: Durma bem: Mínimo 8 horas na noite anterior Alimente-se: Café da manhã leve e saudável Seja autêntico: Responda com sinceridade Mantenha a calma: Ansiedade excessiva pode afetar o desempenho Leia atentamente: Siga todas as instruções dos psicólogos 💡 Dica: Procure autoconhecimento antes do exame. Se você está em tratamento psicológico ou psiquiátrico, converse com seu terapeuta sobre a carreira pretendida. 5. Seus Direitos: Entrevista Devolutiva e Recursos A) Entrevista Devolutiva Se reprovado, você tem direito a uma Entrevista Devolutiva para entender os motivos da inaptidão. Como solicitar: Comparecer ao SAC/DRSP no prazo estabelecido (geralmente 2 dias úteis) Preencher requerimento específico O que acontece: Psicólogo explica os motivos da reprovação Você pode estar acompanhado de psicólogo particular (com CRP ativo) Não é nova aplicação de testes Entrega do Atestado Psicológico ⚠️ Proibições: Gravar a sessão Fotografar ou reproduzir testes B) Recurso Administrativo Você pode solicitar Revisão do Resultado, independente de ter feito a devolutiva. Como funciona: Banca Revisora analisa seus testes Membros diferentes da banca avaliadora original Você pode ser assessorado por psicólogo particular Prazo: Conforme cronograma do edital (geralmente 2 dias úteis) PARTE 2: EXAME MÉDICO (7ª ETAPA) 1. Como Funciona o Exame Médico? O Exame Médico é eliminatório e visa verificar se você possui saúde física plena para as atividades policiais militares. Responsável: Diretoria Geral de Saúde (DGS) da SEPM Formato: Avaliações clínicas + exames complementares obrigatórios 2. Exames Obrigatórios Completos 📋 Exames Laboratoriais (validade: 90 dias) Exame O que avalia Hemograma completo Anemia, infecções, leucemia Grupo sanguíneo e Fator Rh Tipagem sanguínea Glicemia de jejum Diabetes Ureia, Creatinina, Ácido Úrico Função renal TGO e TGP Função hepática VDRL Sífilis Anti-HBs e HBsAg Hepatite B Anti-HCV Hepatite C Anti-HIV 1 e 2 HIV/AIDS* EAS (Urina) Infecções urinárias, função renal * Nota sobre HIV: Por decisão judicial (Processo 0888657-71.2023.8.19.0001), a exigência de sorologia para HIV está suspensa temporariamente até julgamento final. 🩻 Exames de Imagem (validade: 90 dias) Raio-X de Tórax (PA + Perfil) com laudo médico Eletrocardiograma com laudo cardiológico Radiografia Panorâmica das arcadas dentárias 👨⚕️ Avaliações Clínicas Especializadas 1. Exame Clínico GeralAvaliação cardiovascular, respiratória, abdominal 2. Exame CirúrgicoVerificação de hérnias, varizes, cicatrizes, tatuagens 3. Exame OrtopédicoAvaliação de coluna, articulações, membros 4. Otorrinolaringologia Audiometria completa (com SRT/IRF) Otoscopia, rinoscopia, laringoscopia 5. Oftalmologia Acuidade visual (com e sem correção) Teste senso cromático (daltonismo) Fundoscopia e biomicroscopia Pressão intraocular 6. Odontologia Avaliação de cáries, periodontite Verificação de próteses e implantes 7. Ginecologia (candidatas) Avaliação ginecológica geral Colpocitológico (validade: 180 dias) 💉 Cartão de Vacinação Esquema obrigatório completo ou início comprovado: Tétano Hepatite B Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) Febre amarela Outras do calendário adulto 3. Condições Incapacitantes: Lista Completa 🫀 Cardiovasculares ❌ Hipertensão arterial (PA ≥ 140/90 mmHg) ❌ Arritmias cardíacas ❌ Sopros patológicos (valvulopatias) ❌ Cardiopatias congênitas ❌ Histórico de infarto ou AVC ❌ Aneurismas ❌ Varizes sintomáticas severas 🫁 Respiratórias ❌ Asma (qualquer grau) ❌ DPOC ❌ Tuberculose (ativa ou sequelada) ❌ Pneumotórax espontâneo recorrente ❌ Deformidades torácicas significativas 🩸 Hematológicas ❌ Anemia crônica ❌ Leucopenia ❌ Trombocitopenia ❌ Hemofilia ❌ Púrpuras 🧠 Neurológicas ❌ Epilepsia ❌ Síndromes convulsivas ❌ Esclerose múltipla ❌ Parkinson ❌ Paralisia ou paresia ❌ Tremores patológicos ❌ Distúrbios da fala 🦴 Ortopédicas Condição Limite Escoliose ≥ 10° Cifose > 45° Discrepância de MMII > 8mm Genu varum/valgo > 5° Outras causas: ❌ Pé plano-valgo ou pé cavo ❌ Instabilidades articulares ❌ Sequelas de fraturas ❌ Hérnia de disco sintomática ❌ Cirurgias articulares prévias (LCA, menisco, ombro) 👁️ Oftalmológicas Acuidade Visual Mínima: Sem correção: 0,3 (20/60) em cada olho Com correção: 1,0 (20/20) em um olho + 0,8 (20/25) no outro Causas de reprovação: ❌ Discromatopsia (daltonismo) ❌ Estrabismo > 10 dioptrias prismáticas ❌ Cirurgia refrativa < 6
Investigação Social PMERJ: o que é verificado e o que pode reprovar
O que é a investigação social da PMERJ A investigação social é uma das etapas eliminatórias do concurso da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ela ocorre após a aprovação na prova objetiva, redação e TAF — ou seja, chega até aqui quem já passou por todas as fases anteriores. O objetivo é verificar se o candidato tem conduta compatível com a função policial militar. A PMERJ não contrata apenas quem sabe o conteúdo da prova — contrata quem tem o perfil ético e comportamental exigido para servir à corporação. Muitos candidatos negligenciam essa etapa durante a preparação e são surpreendidos no final do processo. Entender o que é verificado e como se preparar faz toda a diferença. O que a investigação social verifica A investigação social da PMERJ é conduzida pela própria corporação e analisa diversas áreas da vida do candidato. Com base no último edital (referência para o concurso PMERJ 2026), os principais pontos verificados são: Antecedentes criminais É verificada a existência de inquéritos policiais, processos criminais, condenações ou cumprimento de penas. Condenações com trânsito em julgado são causa de eliminação. Inquéritos arquivados ou processos em andamento são analisados caso a caso, considerando a natureza do crime. Comportamento social e conduta pessoal A investigação vai além dos registros oficiais. São verificados o comportamento no ambiente de trabalho, relações familiares, histórico de endereços e eventuais envolvimentos com pessoas ligadas ao crime organizado ou milícias. Situação financeira Dívidas não são, por si só, causa de eliminação. O que é analisado é o perfil de endividamento: dívidas relacionadas a jogo, empréstimos com agiotas ou passivos incompatíveis com a renda declarada levantam alertas. Redes sociais e vida digital Publicações em redes sociais são verificadas. Conteúdos que expressem apologia ao crime, preconceito, violência, intolerância religiosa ou racial, ou qualquer comportamento incompatível com a função policial podem eliminar o candidato — mesmo que as publicações sejam antigas. Vínculos com o crime organizado Este é o ponto mais crítico. Qualquer vínculo comprovado com facções criminosas, milícias ou organizações criminosas é causa automática de eliminação, independente de condenação judicial. Porte e registro de armas O candidato não precisa ter porte de arma para ingressar na PMERJ. No entanto, armas irregulares ou registros de ocorrências envolvendo uso indevido de armamento são verificados. O que pode reprovar na investigação social A lista abaixo é baseada nos critérios do último edital e nas práticas da corporação: Causas de eliminação direta: Condenação criminal com trânsito em julgado por qualquer crime Vínculo comprovado com organizações criminosas ou milícias Falsa declaração no preenchimento do formulário de informações confidenciais (FIC) Demissão de cargo público por justa causa ou processo administrativo disciplinar Pontos que geram análise aprofundada: Passagens policiais sem condenação Parentes próximos com envolvimento criminal Publicações comprometedoras em redes sociais Histórico de endereços em regiões com forte presença de facções O formulário FIC: o erro que mais elimina candidatos O Formulário de Informações Confidenciais (FIC) é preenchido pelo próprio candidato e posteriormente cruzado com as informações levantadas pela investigação. O erro mais comum — e mais grave — é omitir informações ou prestar declarações falsas. A PMERJ tem acesso a bancos de dados policiais, cartorários e de outros órgãos públicos. Qualquer divergência entre o que você declarou e o que foi apurado pode resultar em eliminação por falsidade ideológica, independentemente do conteúdo da informação original. Regra de ouro: declare tudo. Uma passagem policial antiga declarada e explicada tem muito mais chance de ser aceita do que a mesma passagem omitida e descoberta pela investigação. Tatuagens na PMERJ As tatuagens passaram por mudanças nos critérios de avaliação nos últimos anos. Atualmente, são vetadas tatuagens que: Façam apologia ao crime, drogas ou violência Contenham símbolos de organizações criminosas ou extremistas Sejam consideradas ofensivas à dignidade humana ou discriminatórias Estejam localizadas em regiões visíveis com farda (pescoço, rosto, mãos) Tatuagens decorativas em regiões cobertas pela farda geralmente não são impeditivas, mas cada caso é analisado individualmente pela comissão. Como se preparar para a investigação social A preparação para a investigação social começa muito antes do concurso ser lançado: Redes sociais: faça uma revisão completa das suas publicações. Delete ou arquive qualquer conteúdo que possa ser interpretado de forma negativa. Verifique também fotos em que você foi marcado por terceiros. Documentação: organize antecipadamente certidões negativas de antecedentes criminais dos estados onde você residiu, certidão de quitação eleitoral e documentação trabalhista atualizada. Declarações: não omita nada no FIC. Se tiver dúvida sobre declarar ou não alguma situação, declare e explique. A transparência joga a seu favor. Círculo social: não é possível controlar o passado de terceiros, mas evite manter vínculos próximos e públicos com pessoas com histórico criminal relevante. Investigação social e o concurso PMERJ 2026 Com o concurso PMERJ 2026 previsto para o segundo semestre, com 2.000 vagas para Soldado, o momento de organizar sua vida para a investigação social é agora — não depois que o edital sair. Candidatos que chegam à investigação social despreparados perdem a vaga após meses de estudo e esforço. O Projeto PMERJ prepara você para todas as fases do concurso: da prova objetiva à redação, do TAF à compreensão do que a corporação espera do futuro Soldado. A farda é conquistada por quem está pronto em todos os fronts.
