Matemática para o concurso PMERJ: o que estudar e como não zerar

🗓 MAIO 2026 · ⏱ Leitura: 6 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Aprenda quais são os tópicos de matemática mais recorrentes da FGV para a PMERJ e como garantir a pontuação mínima para não ser eliminado. 📋 Índice do Artigo O que a regra do zero significa na prática A estrutura da prova de Matemática O que mais cai: hierarquia real dos tópicos Tópico por tópico: o que estudar em cada um Como a FGV elabora as questões Estratégia de estudo por nível de base Como usar as questões anteriores da FGV O que não estudar (ou deixar para depois) Resumo: o plano de ataque por prioridade Uma observação importante sobre o próximo edital Fontes Atualizado em maio de 2026 | Baseado no edital FGV 2024 e no histórico real de questões da banca Matemática é a disciplina que mais divide candidatos no concurso da PMERJ. Para quem tem afinidade com números, são 10 questões relativamente fáceis de resolver. Para quem trava na matéria, é a ameaça mais concreta de zeramento — o que elimina o candidato do certame independentemente de como foi seu desempenho nas outras disciplinas. Este artigo mostra exatamente o que cai, em que proporção, e como organizar o estudo para garantir a nota mínima — e ir além dela. O que a regra do zero significa na prática Antes de falar em conteúdo, é essencial entender a mecânica da eliminação. No último concurso PMERJ, organizado pela FGV em 2024, a prova objetiva tinha 50 questões divididas em 5 disciplinas, com 10 questões cada. Para ser aprovado, o candidato precisava obter no mínimo 60% do total de pontos da prova — ou seja, 60 pontos de 100 — e, simultaneamente, não zerar nenhuma das disciplinas. Isso significa que zerar Matemática elimina o candidato mesmo que ele acerte 100% de todas as outras matérias. Não há compensação possível. Uma nota zero em qualquer disciplina encerra a participação no concurso. Na prática, o objetivo mínimo em Matemática é acertar pelo menos 1 questão das 10. Mas acertar apenas 1 mantém o candidato vivo sem contribuir para a classificação. Quem quer competir por uma vaga dentro do grupo principal — e não depender da convocação de excedentes — precisa mirar em pelo menos 6 a 7 acertos. A estrutura da prova de Matemática A disciplina consta no edital como Matemática Básica, com 10 questões de múltipla escolha, valendo 2 pontos cada — total de 20 pontos possíveis nessa disciplina. O nome “básica” é preciso: a prova não cobra cálculo, álgebra avançada ou trigonometria complexa. O conteúdo está no nível do ensino médio, com foco em aplicação prática e raciocínio lógico-matemático. O que mais cai: hierarquia real dos tópicos Com base no histórico de questões da FGV em concursos para área policial e forças armadas — um banco de 268 questões analisadas — esta é a distribuição de frequência por tópico: Tópico Frequência % acumulada Números naturais 12% 12% Porcentagem 10% 22% Probabilidade 10% 32% Geometria plana 9% 41% Equações 8% 49% Números racionais 7% 56% Unidades de medida 5% 62% Equivalências lógicas 5% 66% Sequências 4% 71% Conjuntos 4% 75% Lógica de argumentação 4% 79% Proporcionalidade 3% 86% Os 9 primeiros tópicos cobrem 71% de todas as questões históricas. É neles que a preparação deve se concentrar. Tópico por tópico: o que estudar em cada um 1. Números naturais (12% das questões) O tópico mais cobrado da FGV em provas policiais. Envolve operações básicas, divisibilidade, múltiplos, mínimo múltiplo comum (MMC), máximo divisor comum (MDC) e propriedades dos números inteiros. O que dominar: Critérios de divisibilidade (por 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10, 11) Cálculo de MMC e MDC Problemas de distribuição e agrupamento Tipo de questão típica: “Qual é o menor número divisível por 4, 6 e 9 ao mesmo tempo?” — resolve-se pelo MMC. 2. Porcentagem (10%) Talvez o tópico com mais aplicação prática do dia a dia, o que faz a FGV utilizá-lo com frequência. Envolve cálculo de percentuais, aumentos, descontos e variações percentuais. O que dominar: Conversão entre fração, decimal e porcentagem Cálculo de aumento percentual: valor final = valor inicial × (1 + taxa) Cálculo de desconto: valor final = valor inicial × (1 − taxa) Variação percentual encadeada (aumento seguido de desconto ou vice-versa) Erro clássico: candidatos somam porcentagens de forma direta — um aumento de 10% seguido de desconto de 10% não volta ao valor original. A FGV explora isso. 3. Probabilidade (10%) Junto com porcentagem, probabilidade é um dos pontos de maior dificuldade para candidatos sem base matemática recente. A FGV cobra probabilidade simples — sem combinatória avançada. O que dominar: Definição de probabilidade: P(A) = casos favoráveis / casos possíveis Eventos mutuamente exclusivos Probabilidade de eventos independentes (multiplicação) Complementar: P(não A) = 1 − P(A) Dica: o uso do complementar é a técnica mais eficiente em muitas questões de probabilidade. Em vez de calcular todos os casos favoráveis, calcula-se o que não é favorável e subtrai de 1. 4. Geometria plana (9%) Áreas e perímetros de figuras planas básicas são cobrados com regularidade. A FGV raramente cobra fórmulas exóticas — o foco é em triângulos, retângulos, quadrados e círculos. O que dominar: Área e perímetro de retângulo, quadrado, triângulo e círculo Teorema de Pitágoras e suas aplicações Semelhança de triângulos Razão entre áreas de figuras semelhantes Fórmulas essenciais: Área do retângulo: base × altura Área do triângulo: (base × altura) / 2 Área do círculo: π × r² Teorema de Pitágoras: a² = b² + c² 5. Equações (8%) Equações de 1º e 2º grau aparecem tanto diretamente quanto embutidas em problemas de texto. É comum a FGV apresentar um enunciado verbal que exige a montagem e resolução de uma equação. O que dominar: Resolução de equações de 1º grau Fórmula de Bhaskara para equações de 2º grau Sistemas de equações com duas variáveis Interpretação de enunciados para montar a equação correta Ponto de atenção: a dificuldade raramente está na resolução algébrica — está