Concurso PMERJ Soldado x Oficial: Diferenças de Requisitos, Salário e Etapas

🗓 JULHO 2026 · ⏱ Leitura: 5 min · 📄 Baseado no Edital 001/2023 – SEPM Neste artigo: Entenda detalhadamente as diferenças de requisitos, salários e etapas entre os cargos de Soldado e Oficial no concurso PMERJ. 📋 Índice do Artigo Visão geral rápida Requisitos de escolaridade e formação Requisitos de idade, altura e outros critérios Etapas do concurso: mesma estrutura, provas diferentes Salário e progressão de carreira O que muda no dia a dia da corporação Qual concurso escolher? Perguntas frequentes Fontes O concurso PMERJ 2026 vai abrir duas portas de entrada bem diferentes para a corporação: Soldado e Oficial. Apesar de levarem o mesmo nome de concurso e seguirem, em linhas gerais, a mesma sequência de nove etapas, são carreiras com pré-requisitos, provas e trajetórias completamente distintas. Entender essa diferença logo no início evita o erro mais comum de quem começa a estudar sem saber exatamente qual vaga está disputando. Visão geral rápida Soldado PM Oficial (CFO) Escolaridade exigida Ensino médio completo Nível superior — bacharel em Direito Vagas previstas 2026 2.000 100 Duração do curso de formação 12 meses (CFSd) 3 anos / 4.677h (CFO) Salário durante a formação R$ 2.956,41 R$ 4.127,16 Salário inicial após formatura R$ 5.233,88 (Soldado) R$ 9.313,27 (Aspirante) → R$ 10.348,18 (2º Tenente) Questões na prova objetiva 50, com 4 alternativas 80, com 5 alternativas Prova discursiva Redação (texto dissertativo) 4 questões dissertativas de Direito Função na corporação Execução — policiamento ostensivo direto Comando — liderança de tropa e gestão operacional Requisitos de escolaridade e formação A diferença mais óbvia entre as duas carreiras está na exigência de formação: Soldado: exige apenas ensino médio completo. É a porta de entrada mais acessível da corporação, e por isso também a mais concorrida — foram mais de 119 mil inscritos no último edital, contra pouco mais de 9 mil no concurso de Oficial. Oficial (CFO): exige diploma de bacharel em Direito, já concluído no momento da inscrição. Não basta estar cursando — a formação jurídica precisa estar pronta antes de disputar a vaga. Essa exigência muda completamente o perfil de quem compete: o concurso de Soldado tende a atrair um público mais amplo e diverso, enquanto o de Oficial é restrito a quem já investiu anos em uma graduação específica. Requisitos de idade, altura e outros critérios Os dois concursos, historicamente, seguiram os mesmos parâmetros: Idade mínima de 18 anos completos e máxima de 32 anos até o primeiro dia do período de inscrição Altura mínima de 1,65 m para candidatos do sexo masculino e 1,60 m para o sexo feminino Ponto de atenção: o limite de 32 anos não tem mais base legal válida — a lei que o previa (Lei 9.546/2022) foi declarada inconstitucional pelo TJRJ, em decisão definitiva no âmbito estadual, com efeitos retroativos a 2022. Isso vale tanto para Soldado quanto para Oficial. Ainda assim, o requisito real só será confirmado no texto de cada edital. Para Soldado, soma-se ainda a exigência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em qualquer categoria exceto somente a categoria A. Esse requisito não aparece nas informações divulgadas para o concurso de Oficial. Etapas do concurso: mesma estrutura, provas diferentes Os dois concursos seguem, formalmente, a mesma sequência de nove etapas eliminatórias (e, nas duas primeiras, também classificatórias): Prova objetiva Prova discursiva Preenchimento da FIC (Ficha de Informações Confidenciais) e verificação de requisitos Exame antropométrico Teste de Aptidão Física (TAF) Exame psicológico Exame de saúde Exame social e toxicológico Avaliação documental A diferença real está no conteúdo e no peso das duas primeiras etapas. Prova objetiva Soldado: 50 questões de múltipla escolha, com 4 alternativas cada, cobrindo Língua Portuguesa, Matemática Básica, Noções de Direitos Humanos, Noções de Direito Penal e Processual Penal e Legislação aplicada à PMERJ. Oficial: 80 questões de múltipla escolha, com 5 alternativas cada, cobrindo um bloco de disciplinas jurídicas mais amplo — Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direitos Humanos (com 10 itens só nessa última disciplina, no último edital). Para ser aprovado, é preciso atingir a pontuação mínima e não zerar em nenhuma disciplina — exatamente a mesma lógica do concurso de Soldado, mas com um nível de exigência técnico-jurídica muito maior. Prova discursiva Soldado: uma redação, com texto dissertativo de 25 a 30 linhas, em formulário específico. Oficial: quatro questões dissertativas de até 30 linhas cada, também sobre Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito Penal e Processual Penal, com aprovação condicionada a acertar pelo menos 50% de cada questão. Ou seja: enquanto o candidato a Soldado precisa demonstrar domínio de língua portuguesa e capacidade de argumentação em um único texto, o candidato a Oficial é avaliado, na prática, como se estivesse fazendo uma segunda prova de Direito — só que em formato dissertativo. Demais etapas Do exame antropométrico até a avaliação documental, as etapas seguem o mesmo formato para os dois cargos, sob responsabilidade da própria SEPM (Secretaria de Estado de Polícia Militar). O TAF, por exemplo, usa os mesmos tipos de exercício (abdominal, barra fixa e corrida de 2.400 m) nos dois concursos, com padrões de desempenho definidos por edital. Salário e progressão de carreira A diferença salarial acompanha a diferença de responsabilidade e de exigência de formação: Soldado PM Aluno-soldado (durante os 12 meses de CFSd): R$ 2.956,41 Soldado, após a formatura: R$ 5.233,88 Oficial (QOPM) Aluno-oficial (durante os 3 anos de CFO): R$ 4.127,16 Aspirante a Oficial, ao final do curso: R$ 9.313,27 2º Tenente PM: R$ 10.348,18 Além do soldo-base, os dois cargos contam com gratificações de habilitação profissional, regime especial de trabalho e risco de atividade — e o Soldado se beneficia ainda do auxílio-alimentação reajustado em 166% (para quem atua em unidades sem rancho) e do Regime Adicional de Serviço (RAS), que permite reforçar a renda em turnos extras nas folgas. A trajetória também muda: o Soldado ingressa como praça e pode progredir dentro da carreira de praças; o Oficial já ingressa em um quadro de comando (QOPM), com progressão de postos que, ao longo dos anos, pode levar